9 da manhã…

Sentado, apenas vejo as horas do dia passarem.

Analiso números, abro e fecho algumas planilhas, reinicio o computador, que insiste em travar.

Ritual, talvez rotina. Quem se importa?

Me sinto importante por resolver problemas dos outros, enquanto os meus, assim como as horas do dia, os vejo passarem.

Alterno entre uma golada de água e um copo do café, sem açúcar – a vida não precisa ser amarga, diferentemente do café é claro.

Atendo ligações e algumas recuso – odeio cobranças de contas que ainda não sei se irei pagar.

Bebo outro café, resolvo outro problema que não era meu. Olho novamente no relógio, duas horas se passaram.

Levanto, caminho, vou ao banheiro e pego outro café.

Ouço e participo de conversas que não levam a nenhum lugar, apenas percebo tanto as horas quanto os meus problemas passarem.

Minutos se transformam em horas perdidas nas redes sociais e no Whatsapp.

Meio dia.

Almoço, bebo outro café, leio algumas páginas de um livro que já dura mais do que deveria.

Repito o ritual…

Resolvo problemas (não os meus).

Bebo café e também água.

Banheiro, conversas e novamente problemas resolvidos.

Chego em casa cansado demais, tomo banho, deito na cama e vejo as horas e meus problemas passarem.

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