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Meu objetivo estava muito claro naquela manhã: chegar mais cedo ao trabalho, preparar um café forte, xingar meu chefe pela quantidade de e-mails enviados no dia anterior e vê-la novamente.

Aqueles encontros breves de todas as passagens pelo corredor, com as trocas de olhares, meio sem jeito e a forma como ela jogava seus fios longos e loiros de um lado para outro, como isso me excitava.

De repente, puto e mal humorado, por não conseguir sequer escolher uma música como trilha para a manhã, enquanto deslocava-se até o trabalho. Vi uma mulher diferente.

Ela, também loira, não que fosse uma preferência minha, apenas uma coincidência.

Também com fios longos, jogando-os de um lado para o outro.

Quando nos encaramos, a expressão no olhar de ambos foi a mesma: “como eu nunca a percebi antes?”

Retardei meus passos e trocamos novamente alguns olhares. Resolvi acelerar e percebi que ela seguia também na mesma direção.

Percebi uma aliança dourada em sua mão esquerda. Logo percebi que daquilo nada poderia seguir. Desviei meu caminho e quando retornei ao rumo principal, lá estava ela, como se estivesse a minha espera.

Seguimos juntos parte de nosso caminho, até que novamente nossos trabalhos e destino nos separaram.

Cheguei ao trabalho, fiz meu café, xinguei meu chefe e vi a minha musa desfilando pelos corredores, atirando seu cabelo de um lado pelo outro. 

O dia se passou sem sustos ou emoções. Tudo aconteceu conforme o script imaginado. 

Até porque me faltava coragem para transformar aquele platonismo em algo maior.

Já a noite, indo embora para minha casa, ao chegar próximo à parada final, novamente cruzou com aquela moça de mais cedo. Ela aparentava cansaço, após um dia longo, mas mantinha-se bela, mesmo com o cabelo já bagunçado pelo dia.

Estava com algumas sacolas de mercado. Essa foi a minha chance de me aproximar.

Boa noite. Posso lhe ajudar com as compras?

Ela ficou surpresa com minha abordagem, porém não pôde negar minha ajuda — afinal eram muitas sacolas.

Eu estava surpreso com tamanha segurança que aquela mulher tinha em mim, afinal, nem sabíamos os nomes um do outro, mas já saberia onde ela mora?

Chegando em sua residência, indiquei que meu “serviço” estava concluído e ela me fez o convite para entrar e beber algo. Queria demonstrar sua gratidão pela minha ajuda.

Tentei negar o convite — “moça, não sei o seu nome e vou entrar em sua casa? Seu marido poderá se incomodar com isso e…”

“Marina, esse é meu nome” — ela me interrompeu e em seguida disse “fique tranquilo, meu marido não está em casa e não faremos nada errado. É apenas uma cerveja”.

Concordei com ela e entramos pela cozinha, pedi para usar o banheiro. 

Quando retornei à cozinha, duas taças estavam cheias de cerveja e ela me aguardava para brindar — como aquela mulher era incrível. 

Alguns anos mais velha que eu, casada, possivelmente com um ou dois filhos.

Eu a fitava—mesmo com seu cabelo loiro e longo, um pouco bagunçado e o esgotamento exibido em seus olhos, ela permanecia linda. 

Ela me contou sobre seu casamento, que já estava em reta final para o divórcio. Ambos já não dividiam a mesma cama e mal se falavam no dia a dia. 

A não ser que fosse sobre alguma conta não paga ou as despesas com o divórcio. Enquanto ela me falava sobre seus problemas, eu acabei ficando hipnotizado pela sua expressão. 

Eu não via dor ou lamentação em seu rosto. A maneira com que ela tratava o tema, sua face exibia naturalidade com algo tão complexo, pelo menos para mim, que até então sequer tive relações maiores que um ano.

E você. O que tem a dizer? Até então somente eu falei e te incomodei com a minha vida.

Eu? hmmm. Sou solteiro e moro aqui perto. Divido o apartamento com outras duas pessoas, para amenizar o custo de viver nessa cidade.

Você aceita outra cerveja?

Apenas acenei concordando. 

Ao abrir a outra cerveja, ela me convidou para irmos para a sala de sua casa. 

Você se importa de eu colocar uma música?

Tomamos mais umas três ou quatro cervejas. 

À essa altura ela já sabia das minhas frustrações com meu trabalho e eu que ela tinha uma filha, Fernanda, de 23 anos.

Eu já estava um pouco embriagado e indiquei que era tarde e precisava ir embora.

Ela veio em minha direção, pulou sobre meu corpo e começou a me beijar. Começou a desabotoar a minha camiseta e descer beijando meu corpo. Parou em cima do zíper da minhas calças. Me olhou com uma expressão que eu ainda não tinha visto naquela mulher. Tirou minhas calças e começou a me chupar.

Estava quase gozando e a puxei sobre meu corpo, comecei a lhe beijar novamente. 

Peguei em suas pernas, por debaixo do vestido e comecei a subir minhas mãos para lhe deixar nu. Coloquei meus dedos em sua vagina e logo senti seus fluidos.

Ela deitou no sofá e comecei fazer sexo oral com ela. Fiquei alguns minutos, com a língua percorrendo em sua parte mais íntima. Quando estava quase para gozar, ela me puxou por cima do seu corpo e “me coma. Eu quero isso e agora”.

Sentou em meu colo. Transamos por alguns minutos até que eu gozasse dentro dela. Ela me abraçou, e sem pretensão, arranhou minhas costas.

Sentamos no sofá um do lado do outro, ambos ofegantes e satisfeitos com o que acabara de ocorrer.

Me ofereceu um gole de vinho, brindamos e viramos as taças em uma única golada.

Agora Eu realmente preciso ir embora.

Ela consentiu com meu pedido. 

Me vesti, peguei as minhas coisas e saindo da casa, me deparo com uma linda moça, a musa do trabalho — dos corredores e das trocas de olhares.

Era Fernanda, filha da Marina.

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