Ele era um bêbado frustrado.

Vivia insatisfeito com várias coisas, era sua família, seu emprego, os amigos e também as mulheres.

Vivia sempre mal-humorado e com cara de poucos amigos. Por algum motivo, esse jeito rude e ás vezes até mesmo escroto, chamava a atenção das mulheres.

Ele se achava o maior pegador, quando na verdade estava longe de ser. A frustração com os amigos era justificável, afinal, nunca ninguém lhe dissera que ele não era tudo isso.

Acordou sábado com uma tremenda ressaca, na noite anterior havia passado por quatro bares diferentes e em todos, além de quebrar alguns copos e tomar alguns tragos, também arrumou confusões.

Estava com o olho um pouco inchado, não se lembrava, mas mexeu com a garçonete em um dos bares e acabou levando algumas porradas.

Pela tarde, sem muito o que fazer, ouvindo a discografia de uma das suas bandas preferidas (Blink-182), com a guitarra, desafinada, jogada pelo chão do quarto, resolveu pegar uma cerveja, um cigarro e seu celular.

Ancorou-se pela janela do quarto, acendeu o cigarro, deu uma golada na cerveja, ainda quente e começou a mandar mensagem para todas as mulheres de sua lista de contatos.

Por sorte, uma delas lhe respondeu.

– Olá. Estou bem e você?

– Ainda não sei, dependerá de você para saber se estou bem ou não.

“Como assim? ” Ela lhe perguntou com um tom de voz, repleto de dúvidas.

– Se você topar tomar uma cerveja comigo e depois fazer algo a mais, minha noite será melhor.

Ela, com certo receio, aceitou a oferta.

Ele a buscou e foram a um pub da região. Beberam algumas cervejas, e ele com a mão por baixo da mesa, começou a passar a mão entre as pernas dela.

Não era a primeira vez que eles saíam. Na verdade, em todas as oportunidades que se viram, eles transaram. O primeiro encontro, no próprio carro dele e os demais em motéis diferentes da região.

A diversão de ambos era colecionar itens roubados dos quartos que eles estavam.

Ela retirou a mão dele das pernas.

– O que foi? Está tudo bem com você?

– Não é isso. Apenas quero que hoje seja diferente.

Ambos se levantaram da mesa e foram para fora do bar para fumar.

– Nosso relacionamento não irá a lugar nenhum. Na verdade, nunca tivemos um relacionamento. E, francamente, eu estou cansada disso.

Ele se esforçou bastante, mas não conseguiu uma resposta convincente. Sentia certa atração por ela, mas não sabia se deseja algo além das noitadas de cerveja e sexo.

Voltaram para o bar, beberam algumas cervejas e resolveram ir embora.

Já no carro, ambos em silêncio, seguindo o caminho da casa dela, não conseguiram trocar uma palavra sequer.

Ele estacionou o carro em frente à casa em que ela vivia e antes que alguém pudesse falar algo, ambos se olharam e começaram a se beijar.

Estavam ofegantes e pareciam desesperados, como se nunca tivessem transando.

Começaram a tirar as roupas ali mesmo, em um bairro bastante calmo. Ele começou a chupar os seios dela, enquanto ela batia uma punheta para ele.

– Calma! Vamos para outro lugar, aqui é muito arriscado.

– Ok.

Dirigiram até um motel da estrada, que ligava a outra cidade.

Entraram no quarto e retomaram o que haviam iniciado no carro, sequer lembraram-se de trancar a porta do motel.

Ele colocou sua língua sobre a boceta dela, bastante úmida e lambeu com uma intensidade, ainda não vista na relação de ambos.

Ela gemia, colocando as mãos sob a cama, de olhos fechados, em um prazer deliberado.

Em seguida a puxou com força, virou-se sobre ele e começou a lhe chupar, em movimentos velozes, enquanto ele acariciava os seus seios.

Ela começou a bater uma para ele, em seguida colocou novamente sua boca sobre o pau, até que ele então gozou.

– Nós somos realmente incríveis.

“Cale a sua boca e pegue a camisinha! “ ela exclamou como, uma ordem.

Colocou o preservativo e continuaram, no mesmo ritmo acelerado pela noite toda. Após algumas horas caíram em sono. Acordaram durante algumas vezes pela noite e transaram.

Por volta das 8 da manhã, levantaram, tomaram banho e foram embora.

– Obrigado por hoje. Você foi incrível.

Ela hesitou num primeiro momento, em seguida o agradeceu também.

– Nos vemos semana que vem?

– Não.

– Por que não?

– Eu estou indo embora, vou morar com uma tia na Europa.

Ele ficou surpreso com a notícia.

– Era a nossa despedida, mas não quis lhe falar nada antes. Mas agora sei que estou fazendo o certo em ir embora. Nunca ficaremos juntos. Você é perdido na vida.

A fisionomia de alegria dele, se foi, logo que compreendeu o que aquilo realmente significava.

– Tchau.

– É só isso que você tem a me dizer?

Ela disse que só, acendeu um cigarro, chamou um taxi e lhe deu um beijo no rosto e o deixou no quarto.

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