Ela estava em uma livraria, passeando pelas páginas de uma história que desejava conhecer. Escolheu aquele lugar, para aguardá-lo, já que estava atrasado.

Seu cabelo, repleto de cachos, estava maior desde a última vez que ele a viu.

Ela vestia vermelho, não sei se a cor preferida dela, mas a cor preferida dele, vestida nela.

O sorriso, ao encontro, é o mesmo de outras primaveras vividas: lindo, sincero e cativante. Os olhos brilhavam, como se refletissem a lua.

Os dois sempre conheceram lugares novos juntos, se tornou um hobby, assim como experimentar pratos diferentes. Fora assim desde o primeiro encontro.

Entre alguns goles de um bom vinho chileno e muita conversa, as trocas de olhares e sorrisos se completavam.

A vontade era de ambos, ninguém teria que tomar a iniciativa, ela aconteceria naturalmente com os dois no controle da ação.

Houve a despedida, um quase beijo e cada um seguiu para o seu lado, pensando e imaginando “e se …”.

Ele seguiu seu caminho, tentando imaginar o sabor do beijo dela, com um pouco de seu batom e perfume espalhado em sua camisa.

Essa hesitação virou uma troca de mensagens e apenas confirmou aquilo que os dois haja haviam decidido: a vontade dos corpos se conectarem de uma forma ainda não vivida.

Era tarde e ele já estava a caminho de casa, quando mesmo sem lhe perguntar, já havia mudado o seu destino, agora até seu apartamento.

Ela lhe aguardava apenas de vestido, com uma cerveja gelada em suas mãos. Estava cheirosa, daqueles aromas que ele gostaria de levar sempre junto, assim como as lembranças que rapidamente transformam-se em sorrisos.

Pegaram uma cerveja e conversaram um pouco, pareciam tímidos. Em um hiato de silêncio, de repente começaram a se beijar.

Quando percebeu, sua mão já estava por baixo do vestido, subindo suavemente pelas curvas perfeitas dela. A pele tão lisa e macia, parecia de mentira, de tão magnífica que era.

O vinho foi esquecido, não havia espaço no tempo para ele.

Eles viveram, de maneira intensa, aquela noite toda, minuto a minuto. Cada detalhe, cada beijo, cada toque, de uma maneira leve, doce e especial. O prazer chegou a um outro nível ainda não sentido.

Transaram por horas e em seguida dormiram.

A noite logo virou um lindo amanhecer, e ao acordar, ele percebeu que não era um sonho, ela dormia, utilizando o seu braço de apoio. O sol insistia em entrar pelas brechas da cortina branca na janela.

Eles sorriram, aproveitaram os poucos minutos juntos do dia, por fim, despediram-se, com um beijo molhado e um abraço de 40 graus, de tão caloroso que estava.​ E cada um seguiu o seu caminho.

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