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Nota: apesar de um título convidativo, não será um manual encontrado na prateleira de algum supermercado ou mesmo em uma banca de jornal. Também não se trata de um estudo científico sobre o tema. Está mais para uma relação de causa e efeito.

 

Já é possível concluir que procrastinação é um mal deste século, mesmo com menos de 20% de seu andamento. Temos sérias dificuldades em lidar com o tempo e as atividades do dia a dia, principalmente àquelas em que não há ninguém nos supervisionando. Amamos dizer “daqui a pouco eu faço” e quando nos damos conta, horas foram perdidas.

A procrastinação nos tempos da faculdade

Me lembro das matérias online durante a faculdade, e o quanto eu adiava para concluí-las.

Utilizava do recurso de não estar presente, para burlar o sistema, deixando acumular conteúdos e assim comprometia meus finais de semana ou feriados prolongados.

Demorei exatos dez semestres e dois cursos de graduação, para perceber a besteira que vinha fazendo na minha vida.

Aqueles dez ou quinze minutos no Whatsapp ou nas redes sociais, sempre tiveram um custo altíssimo nos finais de semestres letivos. Até porque, nunca foram dez ou quinze minutos.

Por sorte, consegui me sair bem. Mas sempre culpava a falta de tempo por não pegar meu violão durante a semana otu mesmo por não ler nenhum livro, que não fosse acadêmico.

Pois é, durante seis anos eu não li nenhum livro fora do contexto do que eu estudava!

Os dias atuais

Agora formado, estabeleci novas rotinas em minha vida e tenho buscado a maneira ideal de maximizar o meu tempo útil.

Entre as mudanças que trouxe para meu cotidiano estão: escrever e publicar ao menos um artigo por semana, também inseri a leitura de quatro a cinco livros por mês e mais alguns cursos online, aos quais, não posso ver divulgação nas redes sociais, que já quero colocar os dados do meu cartão de crédito.

Somado a tudo isso, ainda considero um deslocamento médio de uma hora e meia até o trabalho, nove horas que passo lá e também os treinos diários no Crossfit, que mesmo rolando às seis da manhã, vou todos os dias com um sorrisão no rosto.

O meu dia é bastante longo e é necessário ter um cuidado maior com a forma que lido com a rotina.

O dia continua tendo 24 horas e o que mudou?

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É fato, eu encontrei o meu incômodo e decidi mudá-lo.

Segundo o IBGE, em dado publicado em 2016, a estimativa média de vida de um brasileiro gira em torno de 75, 5 anos. Ou seja, pela estatística, estou próximo à metade da minha vida.

Aquele velho clichê das redes sociais: “mudar é necessário” se tornou realmente necessário na minha vida.

Eu precisava melhorar o uso do pouco tempo que tenho livre.

Estabelecer uma rotina foi mandatório

Como tudo nessa vida, precisamos do primeiro passo e este é estabelecer uma rotina. É importante nessa etapa colocar a cabeça para pensar.

Como eu gosto de uma sigla, eu criei o FTTD: First Think Then Do.

Tentar fazer tudo de uma vez, sem estabelecer um ciclo e uma rotina, seria realmente complicado. Até porque é bem difícil mensurarmos as atividades diárias. Então primeiro foi importante pensar e me organizar com as minhas atividades.

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Uma folha de sulfite e lápis: coloquei todas as atividades que gostaria de fazer durante uma semana, incluindo as atividades obrigatórias, como trabalho por exemplo.

Ao final de cada dia, assinalava em verde, o que eu tinha feito. E em vermelho, aquilo que havia deixado passar para trás. Também aproveitei para colocar atividades extras e as justificativas daquilo que não havia rolado.

Cada atividade tinha uma pontuação e vou explicar logo abaixo.

Teste e avaliação sobre a rotina criada

Colocado tudo no papel, eu iniciei a semana sabendo mais ou menos o que havia me proposto a realizar, então agora era executar, dia após dia.

Como eu disse acima, eu decidi inserir uma pontuação para cada atividade: se o dia da semana tinha cinco atividades, cada uma valia 20 pontos. Se fossem quatro atividades, 25. Para simplificar o processo, escolhi o critério diretamente proporcional.

Como o fim da rotina de faculdade ainda é recente, coloquei como meta uma média de 70 pontos ao final de semana. Imprevistos acontecem, mas quanto maior o foco, menor a possibilidade de ocorrência.

Estando com nota igual ou superior a 70, poderia seguir com a rotina e caso estivesse abaixo, seria necessário repensar a estratégia.

Decidi que atividades extras não teriam pontuação, afinal elas não foram planejadas.

Compromisso é a chave

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Parece uma loucura, mas já que eu havia criado essa rotina no papel, eu fortaleci compromisso na minha mente.

Eu passei a viver meu dia com maior foco e à medida que as horas passavam, sabia exatamente o que tinha que fazer e percebi que precisava administrar bem as horas e as atividades.

O compromisso está antes de botar a mão na massa, ele já começa na forma como você mentaliza o que precisa realizar.

No final das contas, tive uma média entre 80 e 85 pontos. E o mais interessante não é que eu consegui me manter acima do parâmetro pré-estabelecido. O que me deixou mais contente foi a quantidade de atividades extras que aconteceram durante o período.

Evitando a autossabotagem — fuja das distrações

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É bastante comum que haja sabotagem durante o processo e sabe o pior de tudo? Normalmente a culpa é nossa.

Sabe quando você decide fazer uma dieta, repagina toda a alimentação, faz ou compra marmitas fitness, processados com zero gordura, se matricula na academia, começa a treinar, e todo dia come um ou dois doces? Chega final de semana e come uma pizza inteira, acompanhada de refrigerante? Não vai rolar, certo?

Para evitar a procrastinação, o processo é o mesmo. Aquelas saídas no celular lhe custarão caríssimo. Não sei o que acontece, mas normalmente aqueles “quinze minutinhos” olhando a timeline do Facebook ou qualquer outra rede, costuma equivaler três ou quatro vezes mais. E aquilo que você tinha que realizar, fica para depois.

Concentração em alto nível

Quando se lê concentração em alto nível, já é quase que automático, imaginar alguém trancafiado em uma sala, sem acesso ao que acontece no mundo a fora, apenas focado naqueles poucos metros quadrados. Isso não é concentração, é prisão.

Concentração em alto nível envolve dois pontos extremamente importantes:

1) Quando você está realizando uma atividade, muito concentrado e de repente, “se desliga” do que está fazendo, ao retomar, terá que investir um bom tempo para atingir novamente aquele nível. Por exemplo, às vezes estou escrevendo aqui, e de repente, pego o celular e nele contêm várias notificações no Whatsapp, e-mail, entre outros.

Mesmo que seja por 3 minutos, quando eu retomo a escrita, normalmente preciso reler algumas linhas, para retomar o raciocínio. Ou seja, aqueles três minutos já se tornam 10 ou 15. E quantas vezes ao longo dia você se depara com uma situação semelhante?

2) Outro ponto, não menos importante e que é quase contraditório ao anterior, é que nossa mente tem um limite. Conseguimos nos manter em alta concentração durante um determinado período e quando atingimos esse nível, temos uma forte tendência a perder qualidade no que estamos fazendo. 

Nesse instante, uma distração é bem-vinda. Deixe aqueles minutos do celular para esse instante, mas administre bem o seu tempo. Cronometre o tempo de descanso e o cumpra.

Minha vida, meu laboratório

Recentemente, resolvi inserir uma nova maneira de gerenciar a minha rotina. As atividades que tenho são as mesmas que citei no início da publicação. Como estou em férias do trabalho, tenho maior liberdade com o tempo e essa liberdade pode custar caro se eu não cuidar bem.

Com o objetivo de melhorar o aproveitamento das minhas atividades, trabalhando o nível de concentração, resolvi experimentar uma rotina de Sprints.

Como funciona?

A cada duas horas eu realizo uma atividade diferente. Por exemplo, as primeiras duras horas úteis do meu dia foram dedicadas aos artigos. Finalizei a revisão de um e me veio a ideia de escrever esse aqui.

Ao terminar o período de 120 minutos, o meu celular me notificará. Nesse instante, por 15 minutos irei relaxar e me desligar das obrigações.

Quando retomar ao foco, farei outra atividade, de repente ler alguns capítulos de um dos livros que estou lendo (no momento estou dividido em três obras diferentes), sem aquela ansiedade de finalizar um para começar o outro.

Será que dará certo? Só testando para saber.

Quer uma dica? Pesquise por referências vencedoras

Dê um Google e procure por referências. Veja o que outras pessoas fizeram para trabalhar esses pontos.

 Não procure atalhos, veja e se veja na jornada que quer seguir para gerenciar melhor seu tempo, evitar a procrastinação e manter-se concentrado. E se uma der errado, não pense duas vezes, mude para outra estratégia até chegar o momento de você criar a sua própria rotina.

Sobre os atalhos, só um adendo. Eu gosto de atalhos, assim como todo mundo. Mas de uns tempos pra cá, tenho evitado.

Sabe quando você coloca um trajeto no Waze e ele te oferece um atalho? Só que de repente você está perdido, em alguma rua esquisita ou cheia de buracos? E percebe que não valeu a pena sair da rota inicial? Pois é, tenho encarado atalhos da vida dessa forma.

Agora com a faca e o queijo na mão, que tal você tentar praticar na sua rotina também? Vai lá, faça e depois volte para me contar como foi, combinado?

A propósito, enquanto escrevo essa frase, meu celular está tocando uma música, indicando que as duas horas terminaram. Então até a próxima!

JC

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