Eu seique está um pouco tarde para publicar um texto sobre o tema ano novo.

Mesmo hoje, 14 de janeiro, ou seja, iniciando apenas a terceira semana de 2019.

Essa cultura de imediatismo e timing que nós absorvemos nos últimos anos nos permite afirmar que seria ultrapassado falar desse tema. Mas há aqueles que pregam que o ano somente começa após o Carnaval.

E já que o Carnaval esse ano é em março, me arrisco a dizer que até estou adiantado!

Confesso que não tinha em mente escrever sobre isso, até porque iniciei 2019 “desligado do mundo virtual”, ou seja, abrindo possibilidades para mais diálogos presenciais, mais oportunidades para cafés, cervejas ou mesmo debruçado em algum balcão por aí.

Nesse período longe de Whatsapp, Instagram, Linkedin, Facebook, Twitter, Telegram e Untappd, descobri o quanto sou objeto do meu celular e não o contrário.

Involuntariamente, me vi pegando o celular nas mãos por várias vezes, porém, sem uma real necessidade de uso, foi o pegar por pegar, pois estou acostumado a gastar horasdo meu tempo com meu dispositivo.  

Desligar um pouco do mundo digital é automaticamente transferir o tempo gasto no celular, para outras atividades, dentre elas, análise sobre um ponto fundamental de todo início de ano.

2019 começou e provavelmente você ouviu alguém falando “Ano novo, vida nova”. Ou piorainda, você foi a pessoa que disse isso.

O pior foi exagero, admito. Veja bem, não é uma crítica. É apenas uma reflexão sob efeito da sobriedade digital.

A vida não é nova, não mesmo.

Não é radicalismo da minha parte, porém assumir esse discurso, com frase e sentimento, significa que a vida velha, no meu caso, de 2018 até 1988 se passou e nada foiválido?

É claro, muitas coisas que rolaram, principalmente os erros, não podem se repetir. Bem como parte dos acertos, que foram fantásticos em oportunidades passadas, possivelmente não terão chance de retornarem. Mas foi um período longo e de muita aprendizagem!

São três décadas, oito copas do mundo (tudo bem que me lembro do Tetra pra cá), vi o Palmeiras sair de duas filas imensas de títulos, a franquia de Star Wars voltar por duas vezes e vivi um bocado de coisa que não quero jogar fora, para assumir esse conceito do “ano novo, vida nova”. Pode parecer conversa a ser jogada fora, mas essa reflexão fez sentido.

Uma boa ideia



Crédito: Cross-stitch ninja on Foter.com / CC BY-NC-ND

Você provavelmente já deve ter visto em algum lugar a expressão “Universo conspira com você”.

Em 2018, em muitas oportunidades, eu recebi o conselho durante as divagações sobre minha vida: joga para o universo, fale em voz alta o que deseja e receberá de volta.

Com exceção da loteria da virada, em outras muitas oportunidades, realmente aconteceu.

Não foi porque simplesmente eu falei, a real é que eu corri atrás. Eu tracei um plano, verifiquei o que seria necessário e persegui meus objetivos.

Foi um ano que se provou importantíssimo no sentido de que eu atraio aquilo que eu falo, penso e quero.

2019 começoue fiz um leve ajuste: transformei o “ano novo, vida nova” em “ano novo, ciclo novo”.

Seria a tal da dialética?

Pode parecer insignificante, mas faz mais sentido a mim, encarar como um ciclo novo, do que a frase já conhecida. Pelo menos dessa forma eu percebo que retiro um peso enorme para realizar tais mudanças.

É muito mais simples mudar pequenas coisas em nós, como abdicar do açúcar ou adoçante no cafezinho diário do que pensar a vida como um todo, afinal, se for vida nova, é muito grande não é mesmo?

Para boa parte dos desafios que enfrentamos em nossa jornada, eu percebi que fica mais fácil encontrar soluções, quando quebramos as grandes jornadas em pequenosciclos.

É o famoso “trabalho de formiguinha” que vai gerar um resultado bem satisfatório ereal lá na frente.

A defesa da boa ideia: “ano novo, vida nova” é igual ao “vou começar a dieta na próxima segunda


Crédito: cszar on Foter.com / CC BY-NC-ND

Aceitar viver com essa filosofia, é fato que vamos mudar e isso é ótimo, mas só no ano que vem. Isso me lembra do “na segunda-feira eu começo a dieta”. Por qual motivo fazer dieta? Por qual motivo mudar a vida?

Quantas segundas-feiras temos em cada ano?  Se eu condiciono o início da dieta a este dia, terei 52 oportunidades durante o anopara iniciar esse projeto e outras tantas para falhar.

Por que deixamos para o ano seguinte os planos de hoje?

Esse texto está recheado de clichês e aqui vai mais um: “não deixe para amanhã o quepode ser feito hoje”.

Toda vez que optamos por procrastinar algo em nossa vida, automaticamente tiramos o direito de ter aquilo no presente, comprometendo o futuro. E se estou falando de mudança grande, a probabilidade de adiar, é grande em proporção.

Em outras palavras, se você quer ler 36 livros durante um ano, é muito mais fácil atingiresse objetivo lendo três livros por mês, desde janeiro, do que deixar para começara lista em novembro.

Não é impossível, mas vamos concordar, quebrar essa meta em mini-metas torna o “prêmio”, ou melhor ainda, a satisfação pessoal, muito mais alcançável, certo?

Não quer dizer que estou certo, mas minha vida é um laboratório e eu sou ocientista que tem, entre muitas missões, fazer experimentos e análises diantedos resultados coletados.

E para você, quais são as resoluções que quer ter no ciclo novo que iniciou? Deixe seu comentário aí, compartilhe como está esse processo em sua vida.

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