Eu já quis ser capoeirista, atleta de esportes radicais (primeiro era skate e depois patins), jornalista, publicitário, astro do Rock, professor e outras tantas coisas.

Já quis e também fiz muitas coisas. Algumas eu realmente quis fazer, outras tantas eu nem pensei, mas executei.

Confesso que hoje sou muito e ao mesmo tempo, pouco do que um dia imaginei ser.

É como se minha vida fosse uma música, que nunca tivera escutado, sem de fato percebê-la ou senti-la. Fui ouvindo, me guiando pelo desconhecido, pelo ritmo dela e aproveitando em cada refrão e cada detalhe as oportunidades que me foram apresentadas.

Eu nunca soube qual música estava tocando.

E levei um tempão para perceber isso…

Apesar de afortunado, afinal, muitas coisas bacanas se apresentaram para mim nos últimos anos, isso me gerou certo incômodo. Logo eu, que tive pelo menos seis ou sete anos de banda, com muitos ensaios e que até os improvisos dos shows eram planejados, me percebi despreparado em viver minha própria vida.

Será que eu gosto dessa música que está tocando?

Eu gosto do improviso, sabe? Seja na vida seja na música, o inesperado sempre gera resultados surpreendentes. Mas chegou um instante em que eu já não percebia qual música estava tocando.

E quando paramos a música por um instante e pensamos: será que eu gosto dessa música? É ela que quero realmente escutar? E na nossa vida, será que eu gosto do que tenho para mim? Ou então, caramba, era isso mesmo que eu queria para mim? Sabe aquela coisa do: é isso mesmo? Tem certeza?

Maslow’s Hierarchy — Jay Joslin

Na tentativa de compreensão, encontrei na pirâmide (desatualizada) de Maslow algo que justifique, de maneira aceitável, essa necessidade de controle da situação, de seguir a execução, com o planejamento prévio. Sentimos que precisamos saber cada passo que será dado e de ter o resultado em mãos mesmo antes de tentar. É o que costumamos nos justificar como Segurança.

Mas percebo que às vezes achamos que estamos no controle, sem sequer sabermos o que realmente estamos fazendo.

Vivemos nossas vidas como se estivéssemos embriagados o tempo todo.

Calma lá! Antes de mais nada, não estou falando de consumo de álcool, ok?

Apesar de apreciador de cervejas e vinhos, meu foco aqui é outro.

Quando estamos embriagados, costumamos perder um pouco da nossa consciência e às vezes sequer respondemos aos estímulos externos que recebemos.

Simplesmente fazemos, nós executamos, sem pensar ou raciocinar, como se estivéssemos bêbados. As nossas vidas vão passando e estamos lá como espectadores e não como protagonistas.

E agora, José?

Culpar a rotina, o trabalho, o transporte público, o trânsito, os amigos, ou qualquer outra coisa, já está ultrapassado. É necessário se encarar no espelho e por um instante, pensar e se perguntar sobre como estão as coisas.

Dessa vez optei pela reflexão relacionada à embriaguez e muito provável que isso tenha ocorrido pela semana boemia que tive. Começou logo na segunda-feira, com algumas cervejas e um bom uísque, com meu amigo Matheus.

Mas se quiser também pode ser algo mais simples: como se fôssemos uma máquina, com uma configuração específica para realizar tarefas específicas.

E não estou falando apenas de trabalho, isso já começa logo quando acordamos e percorre por todas as atividades e hábitos que temos diariamente.

Estamos vivendo nossas vidas no piloto automático.

Talvez nos falte um pouco de sobriedade na rotina ou na maneira como vivemos nossas vidas. Ah, escolher uma boa playlist também é um ponto que precisa ser revisto.

essa reflexão continuará…

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