Confesso que toda vez que abro um documento em branco e começo a escrever, após cinco ou seis linhas, acabo desistindo.

O medo do que irão achar às vezes é o maior inimigo, mais até que o gosto por contar histórias.

Eu gosto de contar histórias! E eu tenho muita história para contar!

Não tive a vida dos meus sonhos, afinal, nunca parei para pensar em como ela seria, de fato.

Ao longo da minha jornada passei por boas, ruins, conheci pessoas que gostaria de não ter conhecido, como também pessoas, que entraram de vez na minha vida e que carrego comigo até hoje.

Vou dedicar esse espaço para contar algumas histórias sobre meu passado, abordar algo do meu presente e quem sabe, algum anseio sobre meu futuro.

De certa maneira, acaba sendo um exercício interessante, relembrar o passado, reforçar ideias e planejar o futuro.

A memória pode nos trapacear e fugir, sem logo avisar.

Já as palavras…essas sim, nos permitem viajar, imaginar, refletir, pensar, criar, se relacionar…

Quero ativar isso cada vez mais. E pode ser que saia algum texto diferente do planejado. Afinal, somos seres humanos, vivemos em constante transformação de ideais, sentimentos e desejos.

Às vezes parecerá atemporal, mas seguindo uma lógica temporal da minha memória. Acredite!

Deixando de lado essa introdução gigante. Vamos ao #01

Em toda roda de amigos, com cerveja ou não, eu sempre costumo dizer: “nunca fui de balada, minha ‘praia’ sempre foi outra”.

Sempre gostei de ter contato com a música, seja tocando Violão e Guitarra, ou seja frequentando shows. Eu amo sentir a música, seja tocando, compondo ou mesmo ouvindo.

A MÚSICA É PARTE DE MIM.

Gosto de viver e sentir a música até hoje, no calor dos meus 30 anos. E graças a essa paixão, pude conhecer outros países também.

Lembro de horas em pé em festivais longos, de dormir na estação, esperando o primeiro transporte coletivo logo no dia seguinte. Histórias com desconhecidos ou mesmo amizades que se tornaram para vida toda advindas justamente oriundas de shows.

O mais curioso disso tudo é a maneira como isso começou…

O ano escolhido para iniciar é 2005, que na verdade tem maior fundamento em 2004.

Eu estava no auge dos meus 17 anos. Era o terceiro ano e quando eu e outros tantos estavam preocupados com vestibulares e carreiras, ganhei minha primeira guitarra.

Uma Tagima, modelo Stratocaster.

Eu já estava em uma banda e agora tinha o meu próprio instrumento! O mais curioso disso tudo é como eu cheguei à música.

Em 2004, meus amigos fariam um show e de repente, não tinham Baixista.

“Cacá, precisamos da sua ajuda. Temos um show sábado e queremos que você toque Baixo”

– Cara, eu nunca toquei Baixo. Tampouco subi em um palco. É loucura. Hoje já é quarta-feira. Temos três dias até o show e eu estou doente. Mas tudo bem, eu topo!

É importante destacar aqui, que eu sempre acompanhei os ensaios desses meus amigos. Desde aquele tempo eu já era sincero e quando a música não saia legal, eu logo avisava.

Gostava de falar que eu era o Roadie da banda, mesmo sem saber montar bateria, equalizar os amplificadores e qualquer outra atividade. Eu estava junto, mas sem aparecer.

Eu sempre fui muito, mas muito TÍMIDO.

Eu lembro até hoje, o Rodrigo me passou as notas das músicas do repertório (eram umas 10 músicas).

Importante lembrar que naquela época não tinha Spotify e a Internet em casa ainda era a DiscadaYoutube? Nem preciso tecer nada né?

Passei horas para encontrar os MP3 na internet, me acostumar com um instrumento, que eu nunca havia tocado, abria o Cifraclub para aprender as linhas de Baixo e aceitar a ideia de subir no palco pela primeira vez.

Chegou o dia tão esperado.

De manhã fui ao Hospital tomar uma injeção, pois para ajudar, naquela semana eu estava com muita febre. Se minha memória não estiver falha, nessa semana foram quatro doses: dia sim e dia não.

Importante ressaltar que o primeiro contato dos quatro “músicos” foi justamente no palco, pois não conseguimos ensaiar uma vez sequer.

O palco, na verdade era um caminhão. Na época era muito comum shows assim na região em que vivo.

Estava sob uma rua com certa inclinação e toda vez que o vocalista pulava, rolava uma emoção a mais. Eu achava que o palco iria tombar, que a Bateria iria rolar, que os pedestais cairiam fazendo barulho.

Para nossa felicidade nada disso aconteceu.

O show em si, confesso, que não me recordo bem se foi bom ou não. Naquele dia não tinha caixas de retorno no palco e talvez, pelo nervosismo, mesmo se tivesse, eu não saberia. O público ali presente nos aplaudiu bastante.

E a única certeza desse dia foi “tá aí, gostei”.

E o que aconteceu depois? Ah, isso fica para uma outra história.

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