Nas últimas semanas fiz um top 5 de fracassos que rolaram comigo em pouco mais de 30 anos e compartilhei aqui na rede.

Lembro, em cada passagem, quando aconteceu foi bastante amargo, mas após um tempo, pude converter em aprendizados. É aquela coisa da vida parecer uma merda, mas ela só se torna merda se você permitir, sabe?

Eles estão listados, ao final desse artigo.

Sei que já é batido falar sobre o fracasso, mas peço um voto de confiança e se chegarem ao final, na pior das hipóteses, terão cinco fatos meus para deleite.

Antes de mais nada, que tal falarmos sobre sucesso?

Ok, falei que ia escrever sobre fracassos e logo de cara quero falar em sucesso? Parece que estou em contradição, certo?

A real é que a gente passa a maior parte do tempo da nossa vida buscando sucesso, mesmo quando ainda temos uma dificuldade enorme em definir o que isso significa em nossas vidas.

Sucesso para mim é uma arte abstrata. A forma como eu enxergo, não necessariamente é a forma que você enxerga. E não quer dizer que um de nós estejamos errados. É ponto de vista, certo?

Mas em uma situação normal, nos permite imaginar alguém com traje executivo, confiança em seu sorriso, uma conta bancária de pelo menos 5, talvez 6 dígitos no azul e que tenha respeito e admiração de todos os demais meros mortais.

Se nesse instante discordar do que eu falei, pesquise no Google imagens a palavra “sucesso” e veja o resultado você mesmo.

Afinal, o que é o sucesso para mim?

De repente, vi na necessidade de tentar responder isso. De verdade, eu não tenho uma resposta precisa para essa pergunta. Afinal não a planejei na minha vida.

Mas para não deixar passar batido, só sei que o meu sucesso terá: flexibilidade, sentimento de pertencer, propósito de algo maior do que eu, liberdade nas escolhas e se possível, pelo menos uns cinco dígitos na conta bancária! Bem clichê, certo?

E quem disse que clichê é algo ruim?

O foco aqui é outro: precisamos falar sobre o fracasso

Retornando o foco ao que me motivou a escrever, eu quero falar sobre o fracasso, pois é nele que passo a maior parte da vida pensando, ou melhor, nos fracassos que tive e ainda terei.

Se eu realizar um comparativo entre ambos, provavelmente minha balança despencará para o lado dos insucessos.

Eu fracassei muito mais do que tive sucesso e provavelmente será assim até o meu último dia de vida. Então é natural que eu queria extrair coisas melhores, apesar de toda dificuldade.

Viés cultural & Mindset

Desde pequenos, somos criados para conquistar. E ao mesmo tempo, lamentar pelos nossos fracassos. E em boa parte das situações que as coisas não ocorrem como desejamos, queremos mudar tudo de uma vez.

Crescemos dessa maneira e aqui deixo claro uma observação: não estou pedindo uma volta olímpica para quando fracassar, mas é um ajuste na forma como os encaramos, em nossa mentalidade.

Mindset talvez seja a palavra mais lida, ouvida e falada nos últimos quatro ou cinco anos. Tem o sentido de programação da mente, no caso, reprogramação. 

Vivemos um período de transição tecnológica e de mentalidade. Eu já escrevi aqui sobre esse tema. Precisamos mudar a forma como enxergarmos e entendemos algumas coisas em nossas vidas.

Nas rodas de cerveja ou café, com meus amigos , digo que é necessário simplificar as coisas. Por que não modificar nosso modo de pensar sobre a forma com que encaramos tanto os sucessos quanto os fracassos?

Conversão em aprendizado

As conquistas têm muito a nos ensinar, afinal, elas são cheias de expectativa, energia e alegria. Mas os fracassos…esses sim contêm o verdadeiro aprendizado que irá nos trazer valores, que nos guiarão para novas conquistas.

Parece confuso? Focar em um, visando o outro?

Se trata de encarar os fatos, de uma forma diferente, não apenas pensando no “o que eu poderia ter feito de diferente? ”

É importante lembrar que, em muitas situações, nós teremos feito as melhores escolhas e tomado as melhores decisões, porém as coisas simplesmente não irão acontecer. É a vida.

Vale a pena ter um outro olhar para algo que, quase sempre, tratamos como se fosse apenas ruim.

E como eu mudo meu mindset?

Whoopi Goldberg , como Delores Van Cartier em Mudança de Hábito, 1993.

Não tem receita de bolo. O primeiro passo, e que eu considero o mais importante, é a vontade de querer mudar isso em você. Se trata de uma mudança de hábito, portanto, disposição e abertura da mente ajudarão bastante nesse processo. 

Caso opte pela leitura, um livro que me auxiliou bastante nessa jornada é o Poder do Hábito, de Charles Duhigg, que além de me fazer enxergar alguns padrões que eu já tinha, me permitiu inserir novas habilidades, graças ao ciclo, que é apresentado na obra: 

Primeiro há uma deixa, um estímulo que manda seu cérebro entrar em modo automático, e indica qual hábito ele deve usar. Depois há uma rotina, que pode ser física, mental ou emocional. Finalmente há uma recompensa, que ajuda seu cérebro a saber se vale a pena memorizar este loop específico para o futuro.

É necessário criar uma rotina em sua mente, para encarar o fracasso como algo positivo. É mentalizar e incorporar que será mais valioso do que realmente ele se apresenta e que de fato, poderá ser algo recompensador.

Desde criança você plantou uma semente de que era algo ruim

A culpa não é sua, mas não será uma tarefa simples, pois desde cedo foi instalado no mapa mental, que isso era algo ruim e que não seria aceito pela sociedade. 

Desde cedo a mensagem é enfiada em nossas cabeças. Fracassar é ruim, fracassar significa que você não estudou ou não se preparou, que você se descuidou, ou pior ainda — não é suficientemente inteligente.

Nesse trecho do livro Criatividade S.A, o autor, Ed Catmull, que ajudou a fundar a Pixar, junto de Steve Jobs e John Lasseter, aborda essa questão do fracasso estar conosco, como algo negativo e desde o início.

Ele também compartilha algumas situações vividas com o fundador da Apple e e uma determinada passagem do que ele percebia sobre Jobs:

Tenho muito a dizer a respeito da transformação de Steve e do papel nela desempenhado pela Pixar, mas por enquanto irei dizer simplesmente que o fracasso fez dele uma pessoa melhor, mais sábia e amável.

Chega de spoiler, certo? Porém são dois bons livros que farão com que o fracasso tenha o seu voto de confiança.

O aprendizado está centrado nos fracassos

Mestre Yoda sempre apresenta ensinamentos tanto para os Jedis, quanto para os fãs.

Eu amo Star Wars e confesso que o insight para escrever esse artigo foi justamente o Episódio 8 (Os Últimos Jedi).

Por diversas vezes, através dos diálogos dos personagens, percebemos que a Força é muito mais presente, do que propriamente nos cavaleiros Jedi, com os seus sabres de Luz.

No último episódio lançado, mestre Yoda e Luke Skywalker retornam à franquia e durante uma conversa entre ambos, conversam sobre os ensinamentos à jovem Rey.

 Melhor professor o fracasso é.


(Contexto rápido para quem não acompanha os filmes: Rey é uma personagem extremamente forte, que foi apresentada à série no episódio 7. Existem dúvidas sobre a existência de seu poder e sobre como ela pretenderá utilizar. Ela nunca teve treinamento, porém sempre que necessário, se apresentou forte, dominando a Força e o sabre de luz, portanto, o que lhe poderia ser ensinado? Como ela poderia evoluir?)

O fracasso! E se o Mestre Yoda disse, quem sou eu para discordar?

May the Force be with You

Ele que guiará o nosso aprendizado.

Têm duas coisas que faremos bastante pelo resto de nossas vidas: fracassar e aprender. 

Top 5 fracassos do JC

Conforme prometido, aqui estão os “cinco mais” fracassos que tive ao longo da minha vida, não necessariamente nessa ordem cronológica. Tentei ser o mais fiel possível à minha memória. E se você ainda não viu, não deixe de conferir.

  1. O processo seletivo
  2. E quando a gente decide transformar o insucesso em aprendizado?
  3. A importância de sonhar
  4. Dos tempos da escola ao aprendizado sobre Pressão
  5. Sobre a Forma como encaramos nossas vidas

Portanto, já que é inevitável, que tal tornar isso melhor?

May the force be with You

JC

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